Por André Fix Ventura
Tradicionalmente, as áreas de Recursos Humanos deixam para as áreas de Tecnologia da Informação das empresas a decisão sobre que sistemas utilizar em processos de gestão de pessoas. Essa decisão tem se revelado equivocada por várias razões e a mais importante delas é que os resultados produzidos pelos sistemas de informação adquiridos pelas áreas de TI vão alimentar (ou não) as ações das áreas de RH.

Ao longo das últimas décadas, o percurso usual da maioria das empresas foi a aquisição de sistemas diferentes para atividades que, hoje, precisam estar integradas. Por exemplo: um sistema de análise de desempenho não pode estar apartado de outro que faz análise de competências mas, em muitas organizações, o que vemos são sistemas e tecnologias diversas, que não conversam entre si, produzindo informações difíceis de avaliar de modo integrado e que geram mais problemas do que soluções.

Desde os anos 2000, primeiro nos EUA e depois no resto do mundo, as organizações cobram das áreas de Recursos Humanos um posicionamento estratégico, orientado para o negócio e não mais para as atividades operacionais que atormentam o dia a dia das áreas de gestão de pessoas. No entanto, é demais exigir dessas áreas uma visão mais abrangente do negócio se os sistemas que dão suporte às atividades ligadas à gestão do capital humano são fragmentados e não fornecem as informações necessárias para que os profissionais de gestão da força de trabalho consigam ter uma visão do todo da organização.

Por essas razões, começa a ficar evidente que as áreas encarregadas de cuidar das pessoas nas empresas precisam começar a se envolver nas questões relativas às tecnologias de informação necessárias para que o operacional deixe de ser um problema e se torne a fonte de informação necessária para a gestão estratégica de pessoas. O passo mais significativo, e necessário, nessa caminhada será a inevitável integração de sistemas de gestão de pessoas, permitindo que os gestores de Recursos Humanos consigam olhar a força de trabalho de modo abrangente e estruturado, inclusive detectando talentos onde ninguém imaginaria que eles estivessem.

O mesmo vale para as empresas que fornecem sistemas de gestão de pessoas, que precisam começar a falar a língua do RH. Muitas dessas empresas, orientadas para o técnico, terminam tendo como principais interlocutores as áreas de TI, esquecendo-se de que o usuário final do sistema é um profissional de RH.

(*) André Fix Ventura é sócio-fundador da Efix Tecnologia. Desenvolveu projetos para mais de 30 empresas líderes de mercado como Votorantim, Unilever, 3M e Sabesp. Safra Home Banking, Carteira Eletrônica Bradesco, além de lojas virtuais para: Amway, Semp Toshiba e Editora Globo. Formado em Engenharia Eletrônica, defendeu doutorado em inteligência artificial no Laboratório de Arquitetura de Redes e Computadores da USP.

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