As pequenas e médias empresas brasileiras, normalmente de caráter familiar, podem estar perdendo empregados para as grandes empresas em função da falta de mão de obra qualificada que o país vive. Esse tipo de empresa, com estruturas limitadas de Recursos Humanos, precisam compensar essas limitações com investimentos em tecnologia de informação. Segundo Roberto Ventura, Sócio da Efix, empresa especializada em sistema de gestão de pessoas, muitas empresas de pequeno é médio portes estão encontrando nos sistemas uma forma de investir mais em pessoas sem a necessidade de aumentar as equipes de RH:

Notamos já há algum tempo que boas práticas de gestão de pessoas podem fazer parte da realidade de equipes de RH cada vez mais enxutas em função do crescente uso de sistemas inteligentes de gestão que permitem que as equipes transfiram para os sistemas as tarefas operacionais do dia a dia e concentrem sua ação em tarefas mais estratégicas e sensíveis. Neste sentido, é imprescindível que as empresas invistam em sistemas analíticos e inteligentes que darão o suporte necessário à rápida tomada de decisão estratégica”, explica Ventura.

De acordo com o Sócio da Efix, o maior desafio que as pequenas empresas enfrenta ao implantar um processo profissionalizado de gestão de pessoas é a resistência interna à mudança, uma vez que esse tipo de mudança implica na necessidade de mudança da cultura da empresa, muitas vezes paternalista e personalista:

Estudos indiciam que apenas 30% das iniciativas de mudança cultural são bem sucedidas. A maior barreira à mudança tanto por parte dos empregados quanto pela resistência da própria liderança da empresa, que reluta em abandonar métodos tradicionais de gestão. No entanto, como as pesquisas estão mostrando sistematicamente, uma gestão eficaz de pessoas é condição básica para o sucesso das organizações e isso empurra muitas empresas rumo às mudanças culturais necessárias”, alerta Ventura, para quem a inexistência de programas estruturados de gestão de pessoas leva as pequenas empresas a perderem talentos em um cenário onde os profissionais são cada vez mais disputados.

Primeiro passo – Segundo Ventura, o primeiro passo para a implementação de um sistema de gestão de pessoas eficaz está na realização de um diagnóstico para saber quais os objetivos principais de gestão de pessoas da organização. Este trabalho pode ser realizado internamente e, idealmente, com auxílio e acompanhamento de uma consultoria especializada:

No que diz respeito aos investimentos para a construção de um modelo de gestão de pessoas focado em resultados, o que vemos hoje é que eles são cada vez mais acessíveis. No entanto, na maioria das pequenas e médias empresas brasileiras, notamos que os gastos com gestão de pessoas ainda são tratados como custo e não como investimento, o que leva muitas a manterem modelos de gestão atrasados”, assinala Ventura.

Para o Sócio Diretor da Efix, a intensa competição no mercado, que tem se refletido no emprego, vai levar as empresas, inclusive as pequenas, à adoção de processos de gestão de pessoas mais profissionais:

Os resultados tangíveis e intangíveis justificam o investimento. As práticas que nos últimos anos já vem sendo implantadas nas grandes e médias empresas, deverão também ser implantadas nas pequenas em um futuro próximo. Muitas empresas que já tomaram esta iniciativa estão colhendo frutos. Vemos algumas empresas de pequeno porte que já fazem parte da lista das cem melhores empresas para se trabalhar, o que sem dúvida, é o reflexo direto da manutenção de modelos de gestão de pessoas sofisticados”, conclui Ventura.

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